sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Ouvindo o ultimo "disco" do Zé Ramalho ou o último do metallica, que vai sair, fico a pensar sobre os caminhos que a musica tomou nesses ultimos anos, realmente nada é igual, a diferença é quase uma inversão de polos, o que foi foi e o que vira nem me causa mais ansiedade, provaram, a atualidade e os protagonistas da mesma que certas coisas pertencem a determinado tempo e "astral" seria bobagem um entusiasmo qualquer relacionado a musica, acabou, quer dizer, não acabou, existem mais bandas hoje que em qualquer época da historia e é por isso mesmo que " acabou" voce entende? Sei que é dificil pra voce entender isso, querida, mais baixar as palpebras e idealizar algo negando a realidade é ser romantico em uma cadeia repleta de estupradores e deputados, não quero mais exaltar o passado, na verdade o proposito é outro, em um vôo desordenado, tal aqual a borboleta, a meta é latitude e longitude, pista de pouso e rota no espaço bordado pelas mãos de quem não possui mão, vislumbrar esse cenário onde cada passo é o realçar do caminho consola aventureiros e desatina saudosistas, estou entre ums e outros juntamente com minha cadela Fiona, ficamos eu e ela na janela virada para uma paisagem lisergica e embaçada, ela não permaneçe por muito tempo, solta um suspiro tipico de um grande vira latas e se distrai com um cheiro que não percebo enquanto uma estrela vacilante faz da minha paisagem um espetaculo solitario, acordes distorcidos que não cabem na atualidade corroem meus timpanos e sei que os escuto antes mesmo que sejam tocados, porque a banda esta apenas se preparando pro show de musicas inéditas conhecidas por todos os adolescentes sem novidades em plena efervescencia, um deles, com uma guitarra gibson e um marshall, me explica sobre seu curso de engenharia mecanica na universidade, não lembro que captador ele usa, mas confesso que fiquei com vontade de ler Newton ainda que em nada podera me ajudar, Fiona solta um peido e o lençou negro, furado, milhares de furinhos, com uma luz enorme por tras desaba e fecho a janela pra poder abrir a porta e deixar quatro patas rapidas reclamar com o vizinho,ele chega assoviando uma musica do caetano veloso,a guitarra então domina todo oespaço invisivel com seu estrondo cinquentenario, foi caetano e latidos, fecho a porta e vou dormir.
(Ao modo de Saramago, um nobel que ví ao vivo quando tudo ja estava morto)
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